terça-feira, novembro 21, 2006

Brasil, en passant

Por seis meses, desde a compra do meu bilhete de avião, risquei num calendário cada dia que se passava até a data do meu embarque. Essa espera foi interminável. Cada dia durou o dobro de horas, minutos e segundos do que dura um dia qualquer na vida e finalmente, numa madrugada fria e chuvosa em Bruxelas eu embarco para aterrisar num final de tarde quente e ensolarado em São Paulo.
Os exatos 13 dias de estadia no Brasil se tornaram o equivalente a 13 horas, escoando uma a uma em 13 minutos.
O resultado é que não deu pra fazer grandes coisas pois os plano siam sendo abortados por falta de tempo. Delimitei um espaço físico com raio de 250 km mas não passei dos 120 km deste raio.
Pelo menos meu sobrinho eu conheci. Mesmo que ele não se lembre de mim na próxima vez que eu vê-lo, valeu cada minuto da viajem dar umas mordidas no Balalão.
A família praticamente toda teve o seu quinhão de atenção na medida em que o tempo voava e eu acho que a pessoa que eu menos dei atenção nesses dias foi ela, sempre ela minha mãe.
Os bons e velhos amigos tiveram overdose sobre overdose de álcool e da minha presença pois praticamente todo o final de dia eu tive o prazer de compartilhar alguns hectalitros de cerveja nas melhores companhias.
As amantes tiveram que ser sorteadas pelos 3 últimos números do resultado da loteria federal da semana e poucas dentre elas conseguiram a senha mágica para noites de orgasmos cósmicos multiplos.
Tudo foi muito rápido. Na próxima vez tenho que reservar no mínimo um mês de férias assim dá tempo de ir até a Princesinha da Serra, até os pagos do Xirú Bagual ou até mesmo numa noitada de pizza com minha turma paulistana que nem deu para eu ver dessa vez.
Vou ter que preparer melhor meu fígado para uma estadia prolongada. Dessa vez ele quase que miou …

1 Comments:

At 5:18 PM, Anonymous Marabita said...

te mando uns xantinons se vc quiser...ou umas injeçoes de B12...quer?

 

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