terça-feira, junho 06, 2006

Afeganistão tupiniquim

Ontem eu e minha esposa fomos a uma despedida de uma prima dela que passará o próximo ano dando a volta ao mundo a bordo de um veleiro junto com seu marido e filhos.
Após várias champagnes na cuca eu resolvi visitar o "museu" instalado em uma das salas da casa onde podíamos assistir a vídeos interativos sobre o veleiro em questão, visitar virtualmente todas as escalas que eles farão, apreciar fotos da família feliz de marinheiros (ai meu saco...) e finalmente assinar o livro de visita com encorajamentos e mensagens de incentivos.
Minha atenção foi imediatamente atraída para um mapa-mundi gigantesco com o trajeto todo traçado com barbantes coloridos e alfinetes. Para a minha surpresa descobri que a familia aventureira fará escala na Venezuela mas não passará nem perto do Brasil.
Foi então que eu resolvi tirar satisfações com o primo da Cláudia para saber o porque da não-visitação à minha ex-pátria amada. O motivo é muito simples, eles eram amigos do navegador neozelandes Peter Blake que, após viajar pelo mundo todo por mais de uma década, encontrou a morte num assalto por piratas quando estava ancorado no Amapá. (O link leva para uma página excelente sobre o velejador e vale muito a pena conhecê-lo).
Ainda tive que ouvir que enquanto o Brasil for como um Afeganistão ou um Iraque ele não colocaria a vida da família em risco para visitar, coroando o dicurso dizendo que não existia um "estado de direito" por lá.
O pior de tudo é que eu não encontrei nenhum argumento para defender a ex-pátria amada. Juro que tentei pensar em algo mas preferi ficar calado diante da falta total de consistência da minha tese de defesa.


Enquanto isso o paraíba analfabeto deslancha nas pesquisas eleitorais. Povinho bunda vota em bunda. É isso aí. Bendita a hora em que me auto-exilei.

2 Comments:

At 6:02 PM, Anonymous Fab Fucker said...

Um dia ensolarado do ano 2007 um homem idoso se aproximou do Palácio da Alvorada, depois de atravessar a Praça dos Três Poderes, e falou com "Dragão da Independência" que montava guarda ao estabelecimento:

" - Eu gostaria de entrar e me entrevistar com o Presidente Lula."

O Soldado olhou para o homem e disse:
"- Senhor, o Sr. Lula não é presidente e não mora mais aqui há algum tempo."

O homem disse "- Está bem" e se foi.

No dia seguinte, o mesmo homem idoso se aproximou do Palácio da Alvorada e falou com o mesmo "Dragão": " Eu gostaria de entrar e me entrevistar com o Presidente Lula."

O Soldado novamente disse:
"- Senhor, como lhe falei ontem, o Sr. Lula não é presidente nem mora mais aqui há algum tempo." O homem agradeceu-lhe e novamente se foi.

No terceiro dia, o mesmo homem idoso se aproximou do Palácio Alvorada e falou com o mesmo guarda:
" - Eu gostaria de entrar e me entrevistar com o Presidente Lula."

O Soldado, compreensivelmente irritado, olhou para o homem e disse:
"- Senhor, este é o terceiro dia seguido que o Sr. vem aqui e pede para falar com o Sr. Lula. Eu já lhe disse que ele não é mais o presidente nem mora mais aqui há algum tempo. O Senhor não entendeu?"

O velho homem olhou para o brioso soldado e disse:
"- Sim, eu compreendi perfeitamente, mas eu adoro ouvir isso!"

O soldado ficou em posição de sentido, prestou uma vigorosa continência e disse:

"- Vejo-o amanhã de novo... senhor" !!!

 
At 10:00 PM, Anonymous Joe Bass said...

Otima!

 

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