domingo, janeiro 13, 2008

João Bass, o orgulho do tio!


Esses dias meu sobrinho completou dois anos. João Bass, o orgulho do tio: malandrão, sem-vergonha, divertido, espertalhão e safadinho.
Vejo-o uma vez por ano. Quando o conheci ele já tinha 10 meses de idade, tava doentinho e estranhou um pouco a brutalidade do meu amor contido que guardei por durante 10 meses para demonstrar em duas semanas. A segunda vez que o vi foi tão especial quanto a primeira, ele já estava com um ano e meio. Sua mãe (coincidentemente minha irmã) treinou-o por dias a pronunciar o meu nome e quando encontrei com ele ainda sonolento no berço numa segundona fria de outono ele ergueu os olhinhos e me perguntou: “Tiudjou?”. Quase desmontei.

É interessante não poder acompanhar de perto o desenvolvimento de alguém tão querido, você se surpreende com tudo. Conversando muito rapidamente com ele por Skype (rapidamente pois ele não consegue ficar mais de 30 segundos parado no mesmo lugar) eu faço caretas, imito personagens dos Muppets, finjo morder a mão dele cada vez que ele a coloca na tela, ele solta algumas risadas, bate com a mão no monitor e me pede: “Abre a porta!”. Que pena, essa porta ainda não dá pra abrir. A tecnologia atual já nos permite ver e falar em tempo real com qualquer intelocutor ao redor do mundo mas ainda não avançou suficientemente para que eu abra a “porta” de vidro que nos separa e deixe-o entrar pela tela do computador para pegá-lo no meu colo desse lado de cá do oceano.

Mas tudo bem, em alguns meses eu estarei por lá, passaremos alguns dias badernando e destruindo brinquedos em seu quarto, depois vamos até a praça sei lá qual apreciar umas gostosas e chutar cachorrinhos. A noite assistiremos pela trocentésima vez um maldito dvd com coelinhos felpudos e macaquinhos cantando “cai-cai balão” até ele dormir. De madruga ele vai acordar e eu vou alcançar a mamadeira para ele e fazê-lo deitar novamente até que ele me acorde as 6 da manhã me chamando pra farra: “Tiudjou? Tiudjou? Tiudjou?”. Será, como sempre, mais uma semana deliciosa até que a “porta” de vidro venha a se fechar novamente e nos separe até a próxima temporada.

João Bass, o orgulho do tio: Amado pelas mulheres



"Chega junto, minha nêga!"*
(* Aproveite agora. Você nem tem idéia do quanto isso se torna difícil e custoso com o passar dos tempos)

2 Comments:

At 1:02 AM, Anonymous Terapia said...

Que post lindo, adorei. Emocionante, sem palavrões, ops..foi vc mesmo que escreveu? Bjks Bass.

 
At 2:27 PM, Anonymous fAB fUCKWER said...

Putz Joe, essa situação eu passei em Londres, exatamente igual, não vi minha sobrinha nascer e fui conhecê-la com 1 ano emeio, e agora aqui no sertão do Paraná a mesma coisa, ela tá com 3 e meu sobrinho com 7, e o pior é que aproveitaram a minha ausencia e levaram o guri pro lado negro da força, ta torcendo pro inter aquele time de bosta!! Ai que ódio!!

 

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